Audax Erechim

Os ciclistas Alexsandro Kowacicz, Richard Colling e Ariel Fazzioni do Grupo Giro di Vale participaram do Audax Erechim, organizado pelo grupo de Ciclismo Trail Adventure de Erechim.

 

A largada de Erechim foi as 6 horas da manhã do ultimo domingo dia10 e passou pelos municípios de Paulo Bento, Barão de Cotegipe, São Valentin e Aratiba.

 

Com uma altimetria acumulada de mais de 4200 metros o grupo uniu força e companheirismo e venceu os 200 km  em pouco mais de 8 horas. Dessa forma, obtiveram a certificações para subir mais um degrau nas provas de Audax, ou seja, alcançar os 300 km.

 

O que é o Audax

 

O Audax é um evento de ciclismo de longa distância não-competitivo, conhecido internacionalmente como Randonneur, onde o foco é a possibilidade de percorrer longas distâncias em veículos de propulsão exclusivamente humana em seu próprio ritmo (allure libre).

 

Sendo aceitas bicicletas tipo speed, mountain bike, down-hill, reclinadas, tandem, fixas, dobráveis, triciclos, patins e patinetes, não havendo restrições quanto ao tamanho das mesmas ou de seus pneus e aros. Não há qualquer prêmio por ordem de chegada, na medida em que se trata de um desafio individual, onde cada ciclista procura completar o percurso conforme suas condições, dentro do limite de tempo estipulado para cada distância.

 

As distâncias homologáveis e seus respectivos tempos limites, conhecidos como Brevets Randonneurs Mondiaux (BRMs), são: 200km (13h30), 300km (20h), 400km (27h), 600km (40h) e 1000km (75h). Esta modalidade de andamento livre é regida mundialmente pelo Audax Club Parisien, e nacionalmente pelo Randonneurs Brasil.

 

O Giro di Vale parabeniza aos amigos do grupo Trail Adventure pela excelente organização no evento!

3° Pedal da Montanha – Videira

A cidade de Videira sediou o terceiro Pedal da Montanha, etapa da Liga Independente de Cicloturismo, realizado no domingo, dia 10 de abril de 2016 também contou com a participação do grupo Giro di Vale.

Os mais de 200 participantes precisaram superar algumas dificuldades como o barro, o vento e é claro: as subidas desafiadoras. Devido as chuvas nos últimos dias, a parte das trilhas foi cortada do percurso que totalizou 43km com ganho de elevação de aproximadamente 1000m.

O grupo Giro di Vale agradece a calorosa recepção e organização do evento, já estamos ansiosos para 2017!

Ciclistas italianos na região de Concórdia

A Associação Italiana Vêneta de Concórdia, Associazione Veneti nel Mondo di Erechim e Associazione Veronesi nel Mondo di Verona, Itália, desenvolvem de 25 a 29 de fevereiro, com apoio da Associação de Ciclismo Giro di Vale de Concórdia, o Projeto TRAIL IMMIGRANTI 2016. Com o lema: ‘Non solo un viaggio, ma un percorso di vita e di cultura’, ou seja: ‘Não somente uma viagem, mas um percurso de vida e de cultura’, os ciclistas da Itália, Concórdia e Erechim vão enfrentar cinco dias de pedal na região do Alto Uruguai Catarinense.

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Grupo Giro di Vale participou em 2013 do projeto Trail Brasile acompanhando um grupo de italianos entre Concórdia e Marcelino Ramos. Relembre o passeio clicando aqui

 O projeto se desenvolve em duas etapas, a primeira em Concórdia e a segunda em Erechim e região, com mais cinco dias de pedais, totalizando 10 dias de pedal e mais de 800 quilômetros. O objetivo é conhecer e difundir a cultura que se desenvolveu em regiões de grande presença de descendentes de italianos. Em Santa Catarina, além de Concórdia, contempla os municípios de Seara, Ipumirim, Lindóia do Sul e Itá.

 A delegação italiana, composta por oito pessoas, sendo cinco ciclistas, será hospedada em Concórdia, em casas de famílias de descendência italiana que fazem parte da Associação Italiana Vêneta. Além disso, paralelo aos pedais eles estarão visitando instituições de ensino do município como a Universidade do Contestado (UNC) e Instituto Federal Catarinense. Também vão conhecer um pouco da história de Concórdia no Memorial Attilio Fontana e posteriormente farão uma visita à sede da BRF.

Também está agendando um jantar para o grupo de italianos no Paiol dos Pelizzaro, onde será realizado o Filó. Outros dois jantares estão programados para acontecer e estão sendo oferecidos gentilmente pelos empresários concordienses, Sergio Radin e Ivaldino Piola.

Confira a programação:

Dia 24 de fevereiro – quarta-feira
Café da manhã de apresentação do projeto para membros das associações, autoridades e imprensa.
Horário: 9h
Local: Sede da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Concórdia.

Dia 25 de fevereiro – quinta-feira
Trajeto: Concórdia a Seara – 80 km

Dia 26 de fevereiro – sexta-feira
Trajeto: Concórdia, Lindoia do Sul e Ipumirim – 70km

Dia 27 de fevereiro – sábado
Trajeto: Concórdia no Caminho da Roça – 50 km

Dia 28 de fevereiro – domingo
Trajeto: Concórdia a Itá – 90km

Dia 29 de fevereiro – segunda-feira
Trajeto: Interior de Concórdia – 70k

 OBS: Informações adicionais com Helena da Associação Italiana Vêneta pelo 49 3444-0978. 

Ana Paula Heckenblaikner
Diretora de Comunicação
Associação Giro Di Vale Ciclismo Concórdia
(49) 9911-8571

 

Pedalando no Circuito Vale Europeu

Pedalar o Circuito Vale Europeu foi o maior pedal já realizado pelo grupo Giro di Vale até hoje, em cinco dias uma turma de 17 integrantes do grupo percorreram 320km no Vale do Itajaí. Reproduzimos a seguir a matéria veiculada no O Jornal, edição do dia 13 de fevereiro de 2016, escrita por Édila Souza:

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Paisagens compensaram esforço físico

O grupo de 17 ciclistas da Giro di Vale, que completou o Circuito do Vale Europeu, durante o feriado de Carna­val, tem muita história para contar. Foram 320 quilôme­tros pedalando por um relevo bastante acidentado do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. O passeio normalmente é realizado em sete dias, mas os concordienses ampliaram o desafio, reduzindo o tempo para cinco dias. “No sábado, quando percorremos mais de 90 km, alguns sentiram o cansaço. Mas todo o esforço físico foi compensado e recom­pensado com belas paisagens naturais”, conta o presidente da Associação Giro di Vale, Ivan Luiz Schweder.

Ivan afirma que muitos foram os destaques da aven­tura e todos os relatos foram bem positivos. “A superação em pedalar 320 km em cinco dias, a liberdade em estar pe­dalando junto à natureza, sem preocupação alguma, tomar banhos de cachoeiras e viver em liberdade podem ser apon­tados como destaques desta grande experiência”, comenta o presidente. A viagem foi tão positiva que além de indicar o trajeto para outras pessoas, os ciclistas da Giro di Vale já pro­gramam a próxima aventura. “No feriado de 15 de novembro pretendemos pedalar pelo Circuito das Araucárias, em São Bento do Sul (SC)”, adianta Ivan. Enquanto isso, o grupo não para. Têm pedaladas todos os fins de semana e algumas vezes durante a semana, du­rante a noite.

 

Nunca me senti tão livre e tão vivo

Em matéria publicada no O Jornal de hoje, dia 10 de fevereiro de 2016, Douglas Ramon Gastmann, integrante do grupo Giro di Vale conta sua aventura de mais de 3200km com a bike por 62 dias na Nova Zelândia. Confira a matéria completa escrita por Édila Souza reproduzida logo abaixo e mais algumas fotografias dessa incrível jornada.

Ter apenas uma bicicleta, com utensílios básicos, como “porto seguro” durante 62 dias consecutivos, em um país estranho, não é um desafio para qualquer um. Um concordiense teve o prazer e a grande experi- ência de viver isso. “Nunca me senti tão livre e tão vivo”, afirma Douglas Ramon Gastmann, 28 anos, engenheiro ambiental de profissão, mas em buscas de novas experiências na Nova Zelândia. Ele já tem muita história para contar dos últimos 10 meses que passa fora do Brasil. Aventura para ele não é novidade, pois percorreu de moto mais de 25 mil quilômetros pela América do Sul, quando come- çou a “pegar gosto” por bicicletas e pela prática do ciclismo.

“Nas minhas viagens encontrei pessoas viajando de bicicleta, a partir dai comecei a pesquisar mais e acompanhar outros brasileiros que viajam o mundo de bicicleta. E isso se transformou em um sonho para mim”, conta Douglas. Segundo ele, na decisão por colocar o sonho em prática na Nova Zelândia pesou a questão segurança e atrativos. “Decidi fazer a viagem aqui na NZ, porque é um país muito seguro, pequeno e cheio de belezas naturais. Achei que seria a melhor forma de conhecer o país com mais calma e interagir com os locais”, relata o concordiense, que chegou a perder cinco quilos, ganhando mais força e resistência nas pernas.

A jornada de Douglas come- çou em cinco de dezembro de 2015, em Queenstown, na Ilha Sul, onde atualmente reside, e seguiu até cinco de fevereiro deste ano, quando chegou em Mount Maunganui, na Ilha Norte. Ele próprio traçou o caminho a ser percorrido, que foi sendo ajustado durante a viagem. Durante parte do trajeto compartilhou da companhia de outras pessoas que viajavam de bicicleta. Também conheceu muitas pessoas, que lhe ofereceram apoio com palavras de incentivo ou até mesmo abrindo a portas de suas casas para abrigar um estranho aventureiro. “Não tenho os valores exatos, mas foi uma viagem muito barata se comparada a uma viagem de carro. Meus gastos eram com comida e hospedagem, mas acabei dormindo mais da metade das noites de graça”, destaca.

Durante toda a viagem, a bicicleta foi o único meio de transporte de Douglas, mas, além disso, foi também sua casa. “Tive que desapegar de muita coisa para poder carregar comigo somente o essencial e viajar o mais leve possível. Basicamente toda minha bagagem não passava de 20 Kg, incluindo todas as ferramentas e peças sobressalentes para a bike. Também levei equipamento de camping como barraca, saco de dormir, colchão inflável, fogareiro, panelas, entre outros. Passei todo esse tempo com as mesmas e poucas roupas, sem nenhum luxo ou coisas desse tipo”, relata o concordiense, ressaltando que a barraca foi o único teto na maioria das noites em que passou em campings, na beira da estrada ou no quintal de desconhecidos.

“Isso tudo me mostrou que não preciso de muito pra ser feliz, encontrei a felicidade nas coisas mais simples que a vida pode oferecer”, destacou Douglas. Para ele, esta foi a maior e melhor experiência da viagem. “Ao longo do caminho tive o prazer de dividir alguns quilômetros e boas histórias com outros ciclistas. Também tive a felicidade de conhecer outras tantas pessoas maravilhosas, que me ajudaram, seja com uma palavra de incentivo ou me recebendo em suas casas, como se eu fosse um membro da família”, destacou.

Sem problemas

Além de companheira, a bicicleta não trouxe nenhum problema durante a viagem “Ela aguentou o tranco, sem nenhum probleminha, nem ao menos um pneu furado. Com certeza eu sou abençoado, que vida linda”, afirmou o concordiense, que diz não pretender retornar em breve ao município, apesar de ter toda a família por aqui.

Permanência

“Meu visto vence em dois meses, mas pretendo conseguir um trabalho e ficar por mais um tempo. Não tenho nada definido ainda. Vim para ficar três meses, mas já estou há 10 meses. Por aqui, trabalhei na colheita do kiwi, operador de empilhadeira, em fábrica de cimento e empacotador de frutas e verduras, numa distribuidora de alimentos”. Douglas não deve encerrar suas aventuras, pois pretende fazer outras muitas. “Já tenho várias ideias na cabeça, mas antes preciso decidir minha vida aqui na Nova Zelândia”, finaliza.

Por Édila Souza
O Jornal, quarta-feira, Concórdia, 10-02-2015